quarta-feira, 13 de junho de 2012

Velhos Hábitos


Ele fez de novo.
Entrou sorrateiro no sótão das lembranças.
Pegou nas velhas cartas.
Com palavras tão triviais

O punhal rasgou a carne.
Os pontos foram abertos
Abriu os envelopes e as cicatrizes.
Abriu a caixa de Pandora e o mau me assolou.

Sempre quando ele se afasta um pouco.
Ele para no meio do caminho
Senta e reabre as feridas.
Cultiva o desejo de auto-punição

Deixava as feridas sangrarem
Sem parar
Sem forças
Gritos silenciosos.

2 comentários:

Kelly Siqueira disse...

ai, ai.
e quando eu penso que um dos meus posts ficou bom eu volto aqui e descubro que ainda tenho tanto a aprender na vida! rs

obrigada por existir, Zack! <3

Cibele de Carvalho disse...

Olha...há muito não via um poema deses tão bonito. Eu gosto de sonetos...poesias rimadas...dos outros, porque não escrevo nada que preste, rsrsrs...Mas esse seu não está perfeito como vi poucos. Meus sinceros parabéns.

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